Conectar o Azure DevOps
O Azure DevOps entra como uma fonte completa: código (Repos, Pull Requests, reviews, commits), CI/CD (Pipelines → builds e deployments para o DORA) e, opcionalmente, planejamento via Azure Boards (work items), com a rastreabilidade work item ↔ PR. Uma única conexão cobre os dois mundos.
Visão geral#
Diferente do GitHub e do Jira (que cobrem código e planejamento separadamente), o Azure DevOps consolida código, entrega e planejamento em uma só plataforma. A conexão da Mensor reflete isso. Você conecta uma vez e escolhe o que entra: só os repositórios, ou também os Boards (work items) para os insights de planejamento.
A conexão é somente leitura. A Mensor lê a atividade, mas nunca escreve nos seus repositórios, PRs, pipelines ou work items.
Privacidade: acesso somente leitura; o token é criptografado (AES-256) no banco; a plataforma não armazena o conteúdo do código-fonte, apenas metadados.
Pré-requisitos#
- Ser Owner ou Admin da organização na plataforma Mensor para conectar a integração.
- Ter acesso à organização do Azure DevOps (
dev.azure.com/SUA-ORG) e aos projetos/repos desejados. - Para o caminho via PAT: permissão para gerar um Personal Access Token na sua conta do Azure.
- Para o caminho via OAuth (Entra ID): que o operador da Mensor tenha configurado o app do Microsoft Entra ID (caso contrário, o botão não aparece).
PAT ou OAuth: qual usar?#
Há dois caminhos de conexão. O app mostra o que estiver disponível.
| Caminho | Quando usar | Renovação |
|---|---|---|
| PAT (Personal Access Token) | Início rápido, sem configuração do operador; ótimo para testar | Manual (o PAT expira e exige novo) |
| OAuth (Microsoft Entra ID) | Uso contínuo sem gerenciar tokens; requer o app Entra configurado pelo operador | Automática |
Em geral, use PAT para começar rápido e OAuth quando quiser uma conexão de longo prazo sem precisar renovar tokens manualmente.
Como conectar#
Opção A: PAT (Personal Access Token)#
- No menu lateral, abra Integrações.
- No card do Azure DevOps, informe a organização (
dev.azure.com/SUA-ORG). - Gere o PAT em dev.azure.com → User settings → Personal access tokens com os escopos de leitura:
Code (read)Build (read)Release (read)Work Items (read)Project and Team (read)- (para tempo real, ver abaixo)
Service Hooks (Read, Write & Manage)
- Cole o PAT no card do Azure e confirme a conexão.
Opção B: Entrar com Microsoft (OAuth / Entra ID)#
- No menu lateral, abra Integrações.
- No card do Azure DevOps, clique em "Entrar com Microsoft" (aparece somente se o operador configurou o OAuth via Microsoft Entra ID).
- Faça login com a conta Microsoft e autorize o acesso de leitura.
- O token passa a ser renovado automaticamente, sem você gerenciar PAT.
Conectar uma integração requer ser Owner ou Admin da organização na plataforma. O token é criptografado (AES-256) no banco e usado apenas para leitura.
Hierarquia e seleção#
No Azure, a estrutura é organização › projeto › repositório, então os repositórios aparecem como
org/projeto/repo. Depois de conectar:
- Gerenciar repositórios: ative/desative os repos que quer acompanhar (com busca, para escala de centenas de repositórios). A sincronização começa em segundo plano.
- Gerenciar Boards: ative os projetos cujos work items devem entrar (planejamento e rastreabilidade). Opcional: sem isso, só o lado de código é sincronizado.
O que passa a aparecer#
Código & entrega (Repos + Pipelines)#
- Pull requests com os timestamps de ciclo, estado (ativo → completado/abandonado) e tamanho.
- Reviews pelo voto dos reviewers (aprovado / aguardando autor / rejeitado), com a hora real do voto, e comentários (de linha e gerais).
- Commits e arquivos alterados (adicionado/modificado/renomeado/removido).
- Builds do Pipelines como execuções de CI (sucesso/falha, duração).
- Deployments (Environments do YAML e/ou Releases clássicos) → base do DORA (frequência de deploy, lead time, change failure rate). O lead time é ligado ao PR pelo commit do deploy.
Planejamento (Boards), se ativado#
- Work items: tipo, estado (mapeado para A fazer → Em progresso → Concluído), responsável, pai/épico, tags e datas.
- Rastreabilidade work item ↔ PR pelos links nativos do Azure (os que você cria na própria UI do PR). É isso que alimenta cobertura, value stream, investimento por tipo, épicos e o fluxo planejamento → produção: os mesmos insights de planejamento, agora a partir do Boards.
Diferente do Jira (onde a ligação é pela chave do ticket no título/branch), no Azure a rastreabilidade usa os links nativos que você cria entre o work item e o PR na própria interface do Azure DevOps.
Tempo real (opcional)#
Por padrão a plataforma re-sincroniza o Azure periodicamente. Para refletir mudanças em segundos, no
card do Azure clique em "Ativar tempo real": a plataforma provisiona automaticamente as Service
Hooks (PRs, builds, deploys e work items). "Desativar" remove todas. Requer o escopo Service Hooks no
PAT (ou o app Entra) e que o backend seja alcançável pela internet (configuração do operador).
Não é preciso criar Service Hooks manualmente: a plataforma cuida da criação e da remoção. Se você desativar a integração ou o tempo real, as hooks provisionadas são removidas.
Status da conexão#
Na tela de Integrações, o card do Azure DevOps indica se a conexão está saudável. Se o PAT expirar ou houver erro de autenticação, reconecte (gere um novo PAT ou refaça o login Microsoft). Reconectar não apaga os dados já sincronizados.
Solução de problemas (FAQ)#
Não vejo o botão "Entrar com Microsoft"#
O caminho OAuth depende de o operador ter configurado o app do Microsoft Entra ID. Sem essa configuração, use o caminho via PAT.
O PAT parou de funcionar#
PATs expiram. Gere um novo PAT com os mesmos escopos de leitura e reconecte. Para evitar expirações, use o caminho OAuth (Entra ID), com renovação automática.
Os work items / Boards não aparecem#
Os Boards são opcionais. Acesse Gerenciar Boards e ative os projetos cujos work items devem entrar. Sem isso, apenas o lado de código é sincronizado.
A rastreabilidade work item ↔ PR está vazia#
No Azure, a ligação vem dos links nativos entre o work item e o PR (criados na UI do Azure). Garanta que o time esteja vinculando PRs aos work items na própria plataforma do Azure DevOps.
O tempo real não atualiza#
Confirme que o escopo Service Hooks está presente (no PAT ou no app Entra) e que o backend é
alcançável pela internet. Essa parte é configuração do operador. Sem isso, os dados ainda atualizam
periodicamente.
Desconectar#
No card do Azure em Integrações, clique em Desconectar. Os dados sincronizados do Azure (repos, PRs, work items, links e as Service Hooks provisionadas) são removidos; as demais integrações não são afetadas.
Próximos passos#
- Selecionar repositórios e acompanhar a sincronização.
- Se usar o Boards, veja os insights de planejamento (rastreabilidade, value stream, investimento, épicos).
- Abra o Overview e dashboards para ver as métricas.