Como funciona
A plataforma segue um fluxo simples e previsível: conectar → sincronizar → calcular → visualizar. Esta página detalha cada etapa, o que é importado, como as métricas são derivadas e como seus dados são tratados.
Visão geral do fluxo#
- Você conecta um provedor de código (e, opcionalmente, um rastreador de issues).
- A plataforma faz um full sync do histórico dos repositórios que você ativar.
- Os metadados são normalizados e as métricas são calculadas ao vivo, respeitando os filtros.
- Tudo é visualizado em dashboards, comparações e no assistente de IA.
A partir do full sync, webhooks mantêm os dados atualizados de forma incremental, quase em tempo real.
1. Conectar#
Você autoriza o acesso ao seu provedor de código e escolhe quais repositórios deseja acompanhar. Nenhum código é alterado: a plataforma apenas lê a atividade.
Provedores de código#
- GitHub: conexão via GitHub App somente leitura. Veja Conectar o GitHub.
- GitLab: conexão via OAuth somente leitura. Veja Conectar o GitLab.
- Bitbucket: conexão via OAuth somente leitura. Veja Conectar o Bitbucket.
- Azure DevOps: conexão via PAT ou OAuth (Microsoft Entra ID), cobrindo numa só conexão Repos/PRs, Pipelines (CI/DORA) e, opcionalmente, o Azure Boards para planejamento. Veja Conectar o Azure DevOps.
Rastreadores de issues (planejamento)#
- Jira: conexão via OAuth. Veja Conectar o Jira.
- Linear: conexão via OAuth somente leitura. Veja Conectar o Linear.
- ClickUp: conexão via API token. Veja Conectar o ClickUp.
- Azure Boards: incluído na conexão do Azure DevOps.
- Redmine: conexão via API key.
As integrações convivem: o Git traz a entrega, o tracker traz o planejamento, e a ligação entre eles habilita o value stream.
2. Sincronizar#
Ao ativar um repositório, é criado um job de sincronização que importa o histórico. Você acompanha o progresso de cada repositório em tempo real, seguindo os estados do job.
Estados do sync#
| Estado | Significado |
|---|---|
PENDING | O job foi enfileirado e aguarda execução. |
RUNNING | A importação está em andamento. |
DONE | O histórico foi importado com sucesso. |
FAILED | A importação falhou; é possível tentar novamente. |
Full sync vs. webhooks#
- Full sync: a carga inicial, que percorre todo o histórico disponível do repositório. É a etapa mais demorada e roda uma vez por repositório ativado.
- Webhooks: depois da carga inicial, novos eventos (um PR aberto, um review, um deploy) chegam de forma incremental e atualizam os dados quase em tempo real, sem reprocessar tudo.
O que é importado#
Ao ativar um repositório, a plataforma importa e mantém atualizado:
- Pull requests: timestamps de ciclo (primeiro commit, criação, primeiro review, aprovação, merge), tamanho (linhas/arquivos) e flags.
- Reviews e comentários: quem revisou, quando, e comentários de linha/gerais.
- Commits: autoria e datas.
- Deployments: base para frequência de deploy e change failure rate.
- Execuções de CI (workflow runs / Actions): sucesso/falha, duração, fila e re-execuções.
- Issues e milestones: triagem e andamento.
- Projects v2: sprints e planejamento.
- Alertas de segurança: Dependabot e code scanning.
- CODEOWNERS: para mapear donos por caminho.
Quando há um rastreador conectado, importa-se também a camada de planejamento (tickets / work items), permitindo ligar PR ↔ ticket.
3. Calcular#
Com os dados normalizados, a plataforma calcula as métricas ao vivo, sempre respeitando os filtros globais de período, repositório e time presentes no topo de toda tela.
Como as métricas são derivadas dos metadados#
As métricas não exigem nenhuma instrumentação extra no seu código. Elas saem dos metadados que já existem na atividade do repositório:
- Cycle time e seus estágios (coding, pickup, review, deploy) vêm dos timestamps do PR: do primeiro commit até a criação, até o primeiro review, até a aprovação e até o merge/deploy.
- As quatro métricas DORA combinam deployments (frequência), o caminho commit→deploy (lead time for changes), falhas pós-deploy (change failure rate) e tempo de recuperação (MTTR).
- Throughput é o volume de PRs no período; rework conta PRs com
CHANGES_REQUESTED; profundidade de review olha comentários e revisores. - Investimento classifica o esforço em feature / bug / dívida / outros.
- Value stream mede o lead time do planejamento à produção, ligando tickets aos PRs.
- Saúde de CI e saúde de issues derivam das execuções de CI e do andamento de issues.
- Benchmarks situam seus números em faixas de referência; PRs parados (stale) destacam o que está travado.
- Tendências de longo prazo usam snapshots mensais que preservam o histórico calculado.
4. Visualizar#
Os números viram dashboards (Visão geral customizável e telas por área), comparações de time, benchmarks de indústria e respostas do assistente de IA. Use os filtros para recortar o escopo e o glossário de métricas para o significado de cada métrica.
Privacidade e segurança#
- O acesso é somente leitura.
- Os tokens de acesso são criptografados em repouso com AES-256.
- A plataforma não armazena o conteúdo do código-fonte, apenas metadados de atividade (timestamps, autoria, tamanhos, status), nunca os arquivos do seu repositório.
- Você controla quais repositórios entram, ativando-os explicitamente. Veja Selecionar repositórios.
Próximos passos#
- Conecte sua fonte de dados: GitHub, Azure DevOps ou Jira.
- Escolha o que acompanhar em Selecionar repositórios.
- Siga o passo a passo completo no Guia rápido.